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Cresce o emprego de idosos em ocupações ligadas ao comércio

Ocupações do setor de comércio têm ajudado a absorver o crescimento, no mercado de trabalho, da mão de obra idosa, cada vez menos empregada no setor agropecuário.

Neste post, são investigadas tanto as ocupações em que o emprego de idosos mais tem crescido quanto aquelas em que o número de trabalhadores idosos mais tem caído. Todas as informações apresentadas foram calculadas a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados utilizados compreendem apenas duas ondas da PNADC: do primeiro trimestre de 2012 (PNADC de 2012.1) e do mesmo período de 2019 (PNADC de 2019.1).

A Tabela 1 apresenta as cinco ocupações em que o emprego de idosos mais tem crescido: (i) Alfaiates, modistas, chapeleiros e peleteiros (+961,91%), (ii) Vendedores a domicílio (+598,95%), (iii) Profissionais de vendas técnicas e médicas (+486,85%), (iv) Vendedores não classificados anteriormente (+436,46%) e (v) Dirigentes financeiros (+336,90%).

Chama atenção o fato de que três dentre as cinco ocupações com maior crescimento no emprego de idosos pertencem ao setor de comércio – (i) Vendedores a domicílio, (ii) Profissionais de vendas técnicas e médicas e (iii) Vendedores não classificados anteriormente. Parece que este setor está sendo importante para absorver a oferta cada vez maior, no mercado de trabalho, de mão-de-obra idosa.

A Tabela 2 destaca as cinco ocupações em que o emprego de idosos mais tem caído: (i) Trabalhadores elementares da agropecuária (-78,06%), (ii) Trabalhadores elementares da jardinagem e horticultura (-73,45%), (iii) Operadores de máquinas de costura (-72,54%), (iv) Trabalhadores elementares da agricultura (-68,50%) e (v) Trabalhadores de cuidados pessoais em instituições (-59,39%).

Agora o que chama atenção é o fato de que três dentre as cinco ocupações com maior queda na contratação de idosos pertencem ao setor da agropecuária – (i) Trabalhadores elementares da agropecuária, (ii) Trabalhadores elementares da jardinagem e horticultura e (iii) Trabalhadores elementares da agricultura. Esses resultados sugerem que a capacidade da agropecuária de absorver trabalhadores idosos vem caindo fortemente. Apesar de – como já visto anteriormente – a agropecuária ainda empregar uma grande proporção de idosos.

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