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O jovem no mercado de trabalho

Nesse post, vamos tratar da escolaridade dos jovens de 15 a 29 anos, e sua relação com alguns indicadores de mercado de trabalho, com base em dados do quarto trimestre da PNAD Contínua de 2012 a 2018.

Em um momento de debate sobre a reforma da Previdência, é importante considerar não só os impactos sobre os beneficiários que já fazem parte do sistema, mas também sobre os jovens que compõem – ou que vão compor – a força de trabalho que o financiará. Para que contribuam com a Previdência, os jovens precisam estar empregados.

O mercado de trabalho dos jovens é caracterizado por taxas de desemprego mais altas que do resto da população, e alguns fatores podem ser atribuídos a isso, como, por exemplo, falta de experiência, dificuldade de inserção no primeiro emprego e baixa qualificação

O Gráfico 1 mostra a evolução da composição da força de trabalho por escolaridade. Como podemos observar, o quantitativo de jovens na força de trabalho se mantém estável ao longo da série, ficando em torno dos 30 milhões de pessoas.

Além disso, o número de jovens com ensino médio e ensino superior aumentou no período, enquanto há uma redução de jovens com ensino fundamental completo ou incompleto. Isso significa que a escolaridade média dos jovens na força de trabalho vem aumentando, mas será que esse investimento tem sido recompensado no mercado de trabalho?

O Gráfico 2 mostra que a taxa de participação dos jovens no mercado de trabalho é relativamente estável no período, ou seja, a velocidade de crescimento da força de trabalho acompanha o crescimento da população, com exceção dos menos escolarizados, que apresentam uma tendência de queda no período puxada pela redução da força de trabalho. Observa-se, ainda, que quanto maior a escolaridade, maior é a taxa de participação desse jovem no mercado de trabalho, seja empregado ou em busca de um emprego.

O Gráfico 3 mostra o nível de desocupação dos jovens por escolaridade, ou seja, a relação entre o número de jovens desempregados e a população com determinado nível de escolaridade. O menor nível de desocupação é dos jovens que concluíram o ensino superior, enquanto o maior nível de desocupação é daqueles que concluíram o ensino médio.

Como podemos observar, a crise econômica foi pior para os menos escolarizados. Para os jovens com ensino fundamental incompleto ou completo, há um aumento no nível de desocupação, enquanto há uma tendência de queda na participação. Isso significa que, mesmo com menos jovens de baixa escolaridade participando do mercado, o desemprego vem aumentando entre eles.

Já para os jovens com ensino médio completo, apesar de o desemprego estar caindo nos últimos dois anos, o crescimento ao longo do período segue o mesmo padrão dos níveis mais baixos de escolaridade. Não obstante, observa-se que houve um aumento na força de trabalho de jovens que concluíram o ensino médio.

Por fim, no caso dos jovens com ensino superior completo, notamos que a chance de ingresso no mercado de trabalho é muito maior em relação aos demais (com menos escolaridade), mesmo com a crise econômica e com o aumento do quantitativo de jovens mais escolarizados ofertando mão-de-obra.

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