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Qual o motivo de desligamento do primeiro emprego?

Os dados sugerem que a demissão – ou a não recontratação do empregado – está mais associada à vontade do empregador.

Em um post anterior, vimos que, na média, os trabalhadores brasileiros ficam 3,5 meses no primeiro emprego. Esse período é bem próximo ao período de contrato de experiência permitido pelas leis brasileiras.

Vimos também que, depois de 2015, o tempo médio no primeiro emprego aumentou, chegando a 4,3 meses em 2017. Esse tempo de permanência ainda está longe de ser o ideal para que o trabalhador, em seu primeiro contato com o mercado de trabalho formal, consiga uma experiência que agregue.

Neste post, vamos analisar os motivos de desligamento desses trabalhadores, ou seja, aqueles que estão em seu primeiro emprego no setor formal. A figura abaixo mostra a composição das causas de desligamento em 2011, 2013, 2015 e 2017 (dados da RAIS).

Como vemos, o maior percentual em todos os anos é o fim de contrato, que passa de 35% dos desligamentos de primeiro emprego em 2011 para 48,3% em 2017. O percentual de desligamento por pedido de demissão por parte do trabalhador diminuiu de 32,6% em 2011 para 22,2% em 2017. Já a demissão sem justa causa por parte do empregador caiu de 27,2% em 2011 para 23,4% em 2017.

Isso mostra que a vida curta do primeiro emprego não parece ser opcional – ou seja, não é uma escolha feita pelo trabalhador em adquirir curtas experiências de trabalho em vários empregos, por exemplo. Os dados sugerem que a demissão – ou a não recontratação do empregado – está mais associada à vontade do empregador, seja por insatisfação com seu empregado, seja por incentivo das leis brasileiras que tornam mais vantajoso demitir logo após o fim do contrato de experiência.

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