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O salário dos professores e a previdência

Em recente artigo publicado no jornal O Globo (leia aqui), foram apresentados dados sobre salário de servidores públicos e militares, em meio a uma discussão sobre desigualdade e reforma da previdência. Segundo a matéria, essas categorias, que resistem à reforma, tiveram aumentos salariais acima da média no período entre 2001 e 2015. O que os dados dizem sobre os professores?

A figura abaixo apresenta a média e a mediana do salário-hora para professores das redes públicas e privada computadas a partir da RAIS, desde 2006 até 2017. Os valores estão deflacionados para dezembro de 2017.

De acordo com os dados, no início do período, as médias eram praticamente idênticas, próximas a R$ 20 por hora (ou R$ 3.440 mensais para uma jornada de 40 horas semanais). Daí em diante até 2012, enquanto o salário médio na rede privada oscilou um pouco para cima, nas redes públicas houve um aumento real considerável, de aproximadamente 40%, alcançando quase R$ 28 por hora.

No período de 12 anos, o salário médio dos professores das redes públicas aumentou quase 50% em termos reais, enquanto na rede privada o aumento real foi da ordem de 20%. A trajetória da mediana indica que o aumento real nas duas redes foi generalizado e não concentrado nos salários mais altos ou mais baixos.

Ainda não está claro qual será a proposta de reforma da previdência para professores. Se, por um lado, a sociedade demanda uma política de aumento dos salários dos docentes (que vem ocorrendo, segundo os dados), por outro, esse aumento vai gerar um passivo que irá pressionar as contas da Previdência dos Estados e Municípios, caso o regime diferenciado de aposentadoria dos professores vigente atualmente seja mantido tal como está. Encontrar a solução desta equação não será trivial.

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